Fixei meus olhos no centro daquele quarto, mansamente fui adentrando e me assegurando de cada detalhe, a procura de um rastro, que talvez ele deixasse.
E eu olhava um ponto deserto, decerto agora, mirando a imensidão...ão...ão...ão.
Ecoava a minha voz como se ecoam os sinos do meio dia. Fortemente dentro do peito ouvia-se um grito agonizando o desespero e ele vinha formigando no estômago ao mesmo tempo em que martelava na minha cabeça, arrepiava-me os pelos, contraia-me os músculos, exprimindo a fraqueza em minha face, quando convidou-me ao alívio pondo um fim em algumas lágrimas.
Estava longe aquele cantinho em que me sentei. Divagando.
Em uns vinte minutos eu passei dias, e eu passei noites, e eu passei dias e eu passei noites.
Quando num surto imaginei também a minha consolação adentrando aquela mesma porta. E como um solavanco beijou me o pescoço, e parafraseou quase em meus lábios:
Falta pouco! Muito pouco para chegar na imensidão do mar, onde convoquei uma barca para te esperar!
Dany Flauzino.
que lindo Dany!! vc esta de parabéns!!!
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