A mulher daqui em particular
ama o náufrago em segredo e só para si
Pois o terceiro mundo brilha em seus olhos
E arde para coexistir em dois paralelos
Um sonha acordado enquanto o outro descansa
Comunicando se na sintonia dos pensamentos
Escorregam para dentro de um conto de fadas
O velho conhecido frente ao novo mundo
Hoje me senti sendo a poesia
Se tornando meu corpo
Na sua lente sobre a Bolivia
Num intenso padrão de cores
Será que eu devo me beliscar agora?
Ao mesmo tempo em que guardo seu desejo de fuga
Para esse meu mundo que aprecio com tantos olhos
E aproveito com tantos detalhes e sorrisos
Guardo sua estátua em minha lente
No instante em que eu segurei a chuva
Dany Flauzino
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Sussurros da sombra
Há um eco de guitarra enferrujada
vindo daquele galpão antigo
E a luz quer adentrar pela janela quebrada
Como uma vitrola usada e um vinil riscado
Insistentemente quer chegar até o fundo
Da mesma forma que o pó se instala
nas teclas de um piano velho
Numa curiosidade obscura de um salão mal iluminado
Há uma vela e duas taças de vinho
em cima da toalha da mesa
É uma descrição sombria de um jantar romântico
E ele me convida a adentrar...na neblina
Dany Flauzino
vindo daquele galpão antigo
E a luz quer adentrar pela janela quebrada
Como uma vitrola usada e um vinil riscado
Insistentemente quer chegar até o fundo
Da mesma forma que o pó se instala
nas teclas de um piano velho
Numa curiosidade obscura de um salão mal iluminado
Há uma vela e duas taças de vinho
em cima da toalha da mesa
É uma descrição sombria de um jantar romântico
E ele me convida a adentrar...na neblina
Dany Flauzino
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Meu doce queimou
O meu cozido ficou azedo
Deixei de molho mais que o necessário
Perdi o tato e agora o paladar
é que o meu tino é para os doces
Eu salgo, e tcha...tcha...tcha
é mais como uma dança do que voilá
Você não sabe se está acertando
ou se já está no ponto
O ponto aqui é que eu perdi o cozinheiro
Encontrei ele no bar, bebendo todas
bebendo à toa, bebendo pra chorar
Oh saudade da noite mal passada
Era salga aqui, salga ali,
prova um pouco e já dá pro gosto
um caldo pra cá, um queijo pra lá
e já está na mesa dos marmanjos
E nesse mesmo dia estava lá
sentado ao meu lado mais grogue que eu
o chefe profissional, cheio de amores pra dar
E eu fazendo doce
Agora não adianta mais cozinhar...queimou
Dany Flauzino
Deixei de molho mais que o necessário
Perdi o tato e agora o paladar
é que o meu tino é para os doces
Eu salgo, e tcha...tcha...tcha
é mais como uma dança do que voilá
Você não sabe se está acertando
ou se já está no ponto
O ponto aqui é que eu perdi o cozinheiro
Encontrei ele no bar, bebendo todas
bebendo à toa, bebendo pra chorar
Oh saudade da noite mal passada
Era salga aqui, salga ali,
prova um pouco e já dá pro gosto
um caldo pra cá, um queijo pra lá
e já está na mesa dos marmanjos
E nesse mesmo dia estava lá
sentado ao meu lado mais grogue que eu
o chefe profissional, cheio de amores pra dar
E eu fazendo doce
Agora não adianta mais cozinhar...queimou
Dany Flauzino
Sua face descoberta
A chuva cai fina como se eu pudesse saber como seria a neve
Não posso saber como ela se comporta
nem a intensidade que tocaria meu rosto
Só sei que há frio aqui mais que dias de sol
Quando me deito perto dos sonhos debaixo de um manto quente
que cobre os pelos arrepiados
que se acaba por esquecer-se em meu corpo
A lembrança é boa mas a atitude é fria
sinto um pouco de calor na face que se projeta nua
Mas não sei das profundezas de seus olhos
Nem da verdade nua trocada num quarto de hotel pálido
E seus espelhos o reflete em todo o canto
O que sobra disso ainda não é nada
nem promessas, nem mudança de rumo
apenas um aperto no peito e um sentimento contido
Eu quis saltar antes que a rachadura aumentasse
Se há algo grandioso nisso eu deveria conhecer mais a neve
Pra entender melhor seu coração
Um silêncio estranho paira sobre as esquinas movimentadas
sobre os rostos desinteressados e eu procuro uma curiosidade
Vista pela última vez em seus olhos
Dani Flauzino
Não posso saber como ela se comporta
nem a intensidade que tocaria meu rosto
Só sei que há frio aqui mais que dias de sol
Quando me deito perto dos sonhos debaixo de um manto quente
que cobre os pelos arrepiados
que se acaba por esquecer-se em meu corpo
A lembrança é boa mas a atitude é fria
sinto um pouco de calor na face que se projeta nua
Mas não sei das profundezas de seus olhos
Nem da verdade nua trocada num quarto de hotel pálido
E seus espelhos o reflete em todo o canto
O que sobra disso ainda não é nada
nem promessas, nem mudança de rumo
apenas um aperto no peito e um sentimento contido
Eu quis saltar antes que a rachadura aumentasse
Se há algo grandioso nisso eu deveria conhecer mais a neve
Pra entender melhor seu coração
Um silêncio estranho paira sobre as esquinas movimentadas
sobre os rostos desinteressados e eu procuro uma curiosidade
Vista pela última vez em seus olhos
Dani Flauzino
Andarilho
Descascando a verdade de olhos vendados
Foge-me a carona por falta de cacique
E nesse estágio só pode ser aventura
jogar tudo pro céu e pedir benção
Ecoa então uma voz na caixola
Te reprova e te chama pro parto
Rola aquela confusão de valores escada a cima
e cai ao chão quase em súplica
E na não desistência as formigas sobem-lhe a perna
Destranca-lhe as algemas do pulso e os sonhos da prisão
Que na viagem só é preciso um passo fora do círculo
Com a coragem do leão e o coração de lata
Segue então aquele andarilho
que passou por entre as minhas trilhas
Deste lado do universo revestido de estrelas
vista da janela de um quarto esquecido
Lembre-se que ainda é desejado
Como se ouvesse óleo na grama
Que escorrega direto para os seus braços
Inundando os olhos com suas miragens
Dany Flauzino.
Foge-me a carona por falta de cacique
E nesse estágio só pode ser aventura
jogar tudo pro céu e pedir benção
Ecoa então uma voz na caixola
Te reprova e te chama pro parto
Rola aquela confusão de valores escada a cima
e cai ao chão quase em súplica
E na não desistência as formigas sobem-lhe a perna
Destranca-lhe as algemas do pulso e os sonhos da prisão
Que na viagem só é preciso um passo fora do círculo
Com a coragem do leão e o coração de lata
Segue então aquele andarilho
que passou por entre as minhas trilhas
Deste lado do universo revestido de estrelas
vista da janela de um quarto esquecido
Lembre-se que ainda é desejado
Como se ouvesse óleo na grama
Que escorrega direto para os seus braços
Inundando os olhos com suas miragens
Dany Flauzino.
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