Caminhamos pelas calçadas largas
Contemplando a arquitetura e as diferentes nuances
da paisagem de edifícios e a vasta multidão no seu vai e vem
Mirou então o copo e o bêbado com seu último adeus
Amando aqueles momentos com os olhos GRANDES
Soluçando risadas alcoólicas
Despediu-se da avenida e de todas as suas luzes
Ouvindo uma tagarela dizer: Amigo, morda o mundo pois é a quem deve mais sua apreciação!
- E não se esqueça de abraçar!
E sentiu ganhar toda a espontaneidade como no fim dos tempos
Correu contra o relógio, contra o frio na barriga, com a imaginação
E quase abriu realmente os braços para segurar os instantes
antes que o dia se tornasse pardo outra vez
Sentindo ali, unicamente, o transitar pela vida na sua última hora do dia
Dany Flauzino
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Normal e conflitante
Sem fingir o saber quando não se sabe nada
Mas desprender-se e significar o tudo em si
Apenas no corpo em que sinto carregando em meus pés
Compreensão de uma lógica que se comprova
Normal e conflitante com os sentimentos que se deve ter
Num abraço, num beijo, na espera
A promessa não move esses músculos
E a ausência das verdades e de suas palavras
Desfaz-se em galanteios e até pedidos de casamento
Tanto faz se é beleza, sanidade, prazer, cumplicidade
Tudo passa aos olhos dos desenganados
Como mais uma dúvida e um outro jogo
A ilusão e o seu poema começam a atravessar a maré
De uma ficção criada pela minha mente doida
Se as rosas caem me sobram os espinhos
Necessito apenas da verdade se ela não é mesquinha
Pra desabrochar nessa vaso que há tempos não é regado
Dany Flauzino
Mas desprender-se e significar o tudo em si
Apenas no corpo em que sinto carregando em meus pés
Compreensão de uma lógica que se comprova
Normal e conflitante com os sentimentos que se deve ter
Num abraço, num beijo, na espera
A promessa não move esses músculos
E a ausência das verdades e de suas palavras
Desfaz-se em galanteios e até pedidos de casamento
Tanto faz se é beleza, sanidade, prazer, cumplicidade
Tudo passa aos olhos dos desenganados
Como mais uma dúvida e um outro jogo
A ilusão e o seu poema começam a atravessar a maré
De uma ficção criada pela minha mente doida
Se as rosas caem me sobram os espinhos
Necessito apenas da verdade se ela não é mesquinha
Pra desabrochar nessa vaso que há tempos não é regado
Dany Flauzino
domingo, 13 de dezembro de 2009
Enquanto ele não fala
O outono quase passa
E o tempo vai soletrando a vida
Sentindo a troca das estações
Um minuto que eu já vou viver
Mas num segundo o sol cessa e a chuva cai
Contraditório saber que um minuto a mais e alguém perde a vida
Um olhar mais duradouro e um casal acontece
Dentro da casca do moço ou da moça
A vida é mais doce e quer marcar viagem só de ida
Mas enquanto ele não fala
Tudo fica em pensamento
Datilografado aqui pela razão
Enquanto o outono quase termina
E ela ainda espera pelo verão
Dany Flauzino
O outono quase passa
E o tempo vai soletrando a vida
Sentindo a troca das estações
Um minuto que eu já vou viver
Mas num segundo o sol cessa e a chuva cai
Contraditório saber que um minuto a mais e alguém perde a vida
Um olhar mais duradouro e um casal acontece
Dentro da casca do moço ou da moça
A vida é mais doce e quer marcar viagem só de ida
Mas enquanto ele não fala
Tudo fica em pensamento
Datilografado aqui pela razão
Enquanto o outono quase termina
E ela ainda espera pelo verão
Dany Flauzino
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
...
Sabe-se que vivo por aí
experimentando os ares
Não são sonhos, nem pesadelos
são abstrações dos padrões
não quero ser como os cães domesticados
não quero ser como as vacas leiteiras
não quero ser um ser único de razão
quero ser devaneio e desilusão
não quero administrar uma grande empresa
quero ganhar no jogo do bicho
Sabe-se pouco sobre a felicidade
E vejo nos rostos e nas vontades
enquanto eu volto pra casa apreciando o povo
Saberei mais sobre a felicidade
Nessa infanto ingênuidade
que esses fartos da vida teimam em tirar de mim
Sem sucesso
Dany Flauzino
experimentando os ares
Não são sonhos, nem pesadelos
são abstrações dos padrões
não quero ser como os cães domesticados
não quero ser como as vacas leiteiras
não quero ser um ser único de razão
quero ser devaneio e desilusão
não quero administrar uma grande empresa
quero ganhar no jogo do bicho
Sabe-se pouco sobre a felicidade
E vejo nos rostos e nas vontades
enquanto eu volto pra casa apreciando o povo
Saberei mais sobre a felicidade
Nessa infanto ingênuidade
que esses fartos da vida teimam em tirar de mim
Sem sucesso
Dany Flauzino
Más maneiras
Ela varre a vista serrando os dentes
O que mais pode fazer para aquilo que vê?
Se não por-se a rir do animal sujo que parece lhe tirar as vísceras
A própria gargalhada tira-lhe do súbito transe de raiva que se encontrava
Desacato do bom convívio
Desgosto naqueles decorativos em decomposição
em pleno raiar do dia.
Enoja a imagem outrora apaziguada.
Manchada pela porta escancarada de seus atos íntimos.
Dany Flauzino
O que mais pode fazer para aquilo que vê?
Se não por-se a rir do animal sujo que parece lhe tirar as vísceras
A própria gargalhada tira-lhe do súbito transe de raiva que se encontrava
Desacato do bom convívio
Desgosto naqueles decorativos em decomposição
em pleno raiar do dia.
Enoja a imagem outrora apaziguada.
Manchada pela porta escancarada de seus atos íntimos.
Dany Flauzino
Assinar:
Postagens (Atom)
