sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Conversando com o Sr. Relógio

- Por favor Sr. Relógio!
- Sim, menina!
- Peça as Horas, por gentileza, que elas sejam simpáticas.
- Como assim menina?
- Elas estão alardeando os meus ouvidos e eu não consigo me concentrar na vida.
- Compreendo!
- A cada tique elas me lembram o quão distante estou do meu amor. Comentou a menina.
- Veja bem menina não podes controlar a algazarra das horas. De modo geral elas são bem controladas, você deve estar dando atenção demais a elas.
- E é claro que estou Sr. Relógio está difícil desprender a atenção delas quando o nosso amor é posto a prova. Suplique a elas por mim Sr. Relógio. Com toda essa prosa eu tenho medo de não ouvir a Primavera dizer Olá!
- Como sugere que eu faça então menina?!
- Diga para o Tempo voar entre elas graciosamente, é uma distração, e elas se apressarão admiradas e sem fazerem tanta algazarra.
- Tudo bem menina você tem razão, o Tempo é ótimo, ele realmente sabe ensinar. Mas agora se acalme e vá viver!

Dany Flauzino

quinta-feira, 31 de março de 2011

Derramação de amor para todo sempre

Quando a pétala caia
O tempo padecia a merce do amor
Um triz pro final feliz
Mas a pétala caia
O tempo perecia na lembrança
É onde a fita só rebobina

É minha lindinha
Todo canto é saudade
Todo encanto tem um tempo Sol
Um tempo Dó
Prolongada seja essa voz
Para que Si faça durar

Quando as pétalas voaram
Foi pra vir outra estação
É que os tempos ensinam
Como se continua um refrão

É por isso que um final feliz
sempre é esperado
Mas a gente sabe bem
Felicidade, não convém ter final

Dany Flauzino.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

100% de amor

Se meu amor coubesse em um quadro negro
Deveria existir giz em abundância
Pois a matemática dessa química é tão complexa
Que deveria ser catalogada com todas as fórmulas
Acontece que a natureza é muito boa
E ela se encarrega de fluir sistematicamente
Um Eu tão cheio de mim, capaz de se admirar
Um Você tão somente seu, que é de se agraciar
Tão livres dos meus e minhas
Que a divisão fica tão par
O resto não se sente só
A soma nunca sofre subtração
E nos igualam sem erro de cálculo
Cem por cem no amor

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ai! Como te quero!

Ai! Minha carne!
Meu ócio!
Ai! Como te quero moço!
Tão doce!

Um beijo de feijão!
Um abraço de leão!

Ai! Como eu quero aquele pão, querido!
Meio manteiga, meio com ovo mexido!

Ai! Meu potássio!
Meu ópio!
Ai! Como te quero moço!
De carne e osso!

Dany Flauzino

terça-feira, 20 de julho de 2010

Decerto meu Oásis

Fixei meus olhos no centro daquele quarto, mansamente fui adentrando e me assegurando de cada detalhe, a procura de um rastro, que talvez ele deixasse.
E eu olhava um ponto deserto, decerto agora, mirando a imensidão...ão...ão...ão.
Ecoava a minha voz como se ecoam os sinos do meio dia. Fortemente dentro do peito ouvia-se um grito agonizando o desespero e ele vinha formigando no estômago ao mesmo tempo em que martelava na minha cabeça, arrepiava-me os pelos, contraia-me os músculos, exprimindo a fraqueza em minha face, quando convidou-me ao alívio pondo um fim em algumas lágrimas.
Estava longe aquele cantinho em que me sentei. Divagando.
Em uns vinte minutos eu passei dias, e eu passei noites, e eu passei dias e eu passei noites.
Quando num surto imaginei também a minha consolação adentrando aquela mesma porta. E como um solavanco beijou me o pescoço, e parafraseou quase em meus lábios:
Falta pouco! Muito pouco para chegar na imensidão do mar, onde convoquei uma barca para te esperar!

Dany Flauzino.